Oficina 

E se você fosse um perfume?

 

Os aromas sacerdotais, os arquétipos femininos e a criação de um perfume

 

* Essa oficina é o módulo número 1 do curso de formação "AROMAS SAGRADOS DO FEMININO''. No entanto, você só participa do curso inteiro caso houver interesse. Curso livre de História e de Imersão no sagrado feminino através dos aromas e das assinaturas das plantas. O curso tem dois módulos: módulo 1 oficina ''E se você fosse um perfume?'' e o módulo final 2 ''Os Perfumes das deusas".

 

 

PROPOSTA

 

Olá, meu nome é Palmira Margarida e quero contar para você, antes de tudo, como surgiu o  Curso Os Perfumes das Deusas. Tudo começou  em 2013, ainda como encontro em que reuni mulheres para falar sobre a história de algumas deusas e suas relações com o corpo de um perfume. De lá para cá houve muitas mudanças, não só na ampliação de meus estudos como em mim mesma. Escrevo isso pois, de fato, não lembro de quando comecei a fazer perfumes, mas lembro bem de quando comecei a farejar cheiros e de senti-los em tudo, foi ainda na barriga da minha mãe e, te dou certeza, que você também! Lembro que, quando criança, catava os matinhos do quintal, misturava com sucos, argila e material escolar, como cola e purpurina, e dizia que estava criando perfumes, mas já estava mesmo era em busca da minha essência. Hoje, percebo, que essa investigação alquímica por quem sou e pela mulher que me tornei sempre se deu, desde a infância, pelo o olfato, mas não o olfato como nós, ocidentais, conhecemos ou que fomos ‘’domesticados’’ a crermos que é, e sim, um ‘’cheirar’’ totalmente diferente, visceral, profundo e que permeia desde o animalesco ao etéreo.

Perfume para mim é a representação da alquimia e invoca o que há de mais selvagem no feminino: a mulher farejadora! A criança Palmira, desesperada por cheirar tudo que achava pela frente, que experenciava com a alma do nariz o sentimento das pessoas e catalogava as emoções em aromas, já sabia disso. Mas o mundo patriarcal foi retirando, no decorrer da história da humanidade, esse lugar em nós, nos fazendo esquecer quem somos, nosso jeito de estar na terra e de vivenciar o entorno de forma sensorial e sinestésica.  No entanto, essa sabedoria está pulsando em cada uma de nós, apenas em estado de latência, gritando para viver e nos deixando depressivas, com sensação de solidão, crises de candidíase e outras somatizações físicas cada vez que a renegamos.

Nossa principal antena de  intuição é o olfato, nós somos farejadoras por natureza! O olfato é o marginal dos sentidos, assim como a vagina e todo o nosso universo feminino é concebido como inferior, impuro, sujo. Eva, Lilith, tudo que é de nós, tão temeroso! Ao olfato foi dado um lugar muito parecido à mulher na sociedade moderna, eles dividem a mesma cela. O sistema olfativo é o único sentido ligado diretamente ao límbico, sem passar pelo tálamo (o filtrador do cérebro). Límbico, que significa ''do limbo'', local no cérebro onde guardamos  memórias,  emoções, o que não conseguimos controlar e, por isso, tão temido e difamado. ‘’É preciso ter educação e ser limpo’’, ‘’cheirar é coisa de gente suja e mal educada’’. Quantas vezes você já não ouviu isso? A vagina, assim como o olfato, que escancara as emoções e as verdades em nós, também é considerada suja, impura e inferior.

Desde que o mundo ocidental virou a racionalização total e que o homem iluminista decidiu que era necessário se diferenciar dos outros animais, nosso olfato foi emudecido. Antes disso, quando a instituição cristã sobrepujou-se ao paganismo,  erveiras, parteiras e anciãs foram silenciadas e o instinto farejador passou a ser solapado por dogmas de limpeza e sobriedade. Nossa Senhora cheira só à flor, é branca, limpa e clean. O higienismo, os novos modos e costumes deveriam diferenciar a civilização das ‘’adoradoras de satã’’, das bruxas, das velhas mulheres, das sacerdotisas matriarcas com seus cheiros resinóides e de raízes, vindos de seus macerados e infusões de cura. Elas não poderiam mais dominar as artes do saber, do sentir, do intuir, elas representavam perigo para a nova instituição vigente, a qual controlaria a intuição e essência do ser humano.  Mulher não poderia mais meter o nariz onde não era chamada e, de fato, passamos a não sermos mais chamadas para nada. Nossas ancestrais tiveram que se esconder, recolher-se e deixar de transferir, para as próximas gerações, suas sabedorias, cheiros.

Nós, mulheres, desaprendemos a farejar. Todos nós, atualmente, homens e mulheres, sabemos cheirar, mas não farejar. Hoje, sentimos um cheiro de pinho e lembramos de desinfetante e não da majestosa árvore cheia de saberes em suas formas e texturas. Hoje, odiamos o cheiro doce porque acreditamos que sua principal referência é um perfume Angel ou um creme de baunilha da Victoria Secret’s. Não! Cheiro de doce é rosa, cheia de espinhos e com muitos tons amargos para nos contar! Há um pouco de fel no cheiro da candura.

Diante desse mundo que é o olfato, tenho me debruçado em neurociências, história, química, biologia, artes e filosofia, orquestrado esses saberes de forma transdisciplinar, buscando o rastro dos perfumes, não lá fora, mas dentro de nós mesmos. Como historiadora, observo a história dos aromas em três grandes etapas: com as instituições dogmáticas patriarcais, que trancou o olfato na masmorra do mundo profano. Depois, a era da razão, que o proclamou como o menos importante dos sentidos e, por fim, a era industrial, que o ‘’civilizou’’. Todavia, em 2004, dois cientistas americanos (L. Buck e R. Axel) ganharam o prêmio nobel apresentando, à comunidade científica, estudos sobre a família de genes, que presidem a síntese dos receptores olfativos, ser, de longe, a mais importante entre os vertebrados.

A ciência começa reverenciar o que, instintivamente, os cheiros já nos revelavam: o olfato comanda a nossa essência. Nosso nariz deve andar em pé, orgulhoso sim, ostentando seu desempenho muito além de cheirar aromas industriais ‘’aceitáveis’’. Precisamos voltar à farejar e perceber que aromas são muito mais que ‘’cheirinhos gostosos’’. Por isso, não gosto de dizer que sou perfumista. De fato, não sou, não fui à França fazer cursos caríssimos (quem sabe um dia! Iria adorar!), gosto de dizer que sou uma farejadora, assim como as mulheres que foram consideradas bruxas, as anciãs, erveiras, parteiras e nossas ancestrais. Os perfumes são mais um lugar onde o nariz chega, mas antes de tudo isso que , hoje, conhecemos como perfume, há uma paleta silenciada e esquecida de cheiros que aguardam, ansiosamente, para exalar novamente. Não, não sou perfumista, eu sou uma farejadora e pretendo mostrar que cheiros de corpos, de vagina, menstruação, suor e emoções, os aromas que vêm de dentro, são tão perfumes quanto os fabricados, em massa, pela indústria de sintéticos.

 

A proposta do curso para mulheres Os Perfumes das Deusas é um resgate da farejadora que existe, pulsando, dentro de cada uma de nós.

 

Palmira Margarida é bacharel em História pela UFF, pós graduada em Educação Ambiental pela UFRJ, é mestra em História das Ciências e da Saúde pela Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), com dissertação sobre fitoterapia e medicina popular, estudou também ofícios e formas de cura entre os escravos, no Rio de Janeiro, século XIX. Atualmente, faz doutorado na UFRJ e pesquisa os cheiros e as emoções, além da trajetória histórica do estudo do sistema olfativo nas ciências. Seu ramo de atuação é em História das Sensibilidades. Participou de diversos cursos sobre Histórias das Artes e das mitologias. Tem formação em aromaterapia com reconhecimento pela UFRJ.  Concluiu dezenas de cursos em aromaterapia e fitoterapia. É autodidata em perfumaria e é sinesteta, condição essa, que acredita ter influenciado nas escolhas de sua formação acadêmica, profissional e vida pessoal.

 

 

OBJETIVOS 

 

Resgatar a mulher farejadora/ mulher selvagem através de vivências junto aos acordes olfativos e os arquétipos das deusas.

Vivência do sagrado feminino através das mitologias das deusas e do corpo alquímico do perfume.

Conhecimento histórico sobre mitologia de 8 deusas principais, perfumaria sacerdotal e antiga e conceitos básicos de alquimia espagírica.

 

OFICINA DE FORMATO ÚNICO . PENSADO PARA MULHERES . FEITO POR MULHERES

 

 

CONTEÚDO


 

 

HISTÓRIA DA PERFUMARIA ANTIGA

 

  • o início do perfume na história da humanidade / os perfumes como sistema de crenças / Os aromas como símbolo e matéria do sagrado.

  • Os perfumes nas civilizações antigas e suas formas de uso - mitos . ritos e rituais do feminino.

  • Os aromas sagrados do feminino na história da humanidade

  • Primeira vivência sensorial:  teste sinestésico pelas cores e os aromas (com Palmira Margarida) - preenchimento da mandala sensorial olfativa.

 

O CORPO E CRIAÇÃO DE UM PERFUME NATURAL

 

  • O corpo de um perfume - notas baixas . notas médias . notas altas e as fases da alquimia

  • O que são óleos essenciais - visão vibracional / visão científica

  • Reconhecendo os óleos  - As famílias olfativas e os acordes perfumados

  • Métodos de criação de um perfume: pelo órgão de famílias olfativas / pela radiestesia

  • Segunda vivência sensorial: oficina criação de um perfume básico (com Palmira Margarida).

 

Valor:  R$ 460,00 (à vista) ou R$ 480,00 (crédito 1x) ou R$ 600,00 (crédito até 3x)

Pagamento no dia e taxa de inscrição de R$ 50,00 (abatida do valor total). Para dúvidas e inscrição: margaridalquimia@gmail.com ou 21 995983294 (apenas mensagem whatsapp)

Dois encontros de 10:00 as 19:00 (uma hora de parada para almoço não incluído)

Turma de sábado: 01 e 08 de abril

Turma de quarta-feira: 29 de março e 12 de abril

 

 

 

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Casa Alquímica do Brasil

CNPJ: 12.312.331/0001-46
Rua do Catete, 214 - Rio de Janeiro RJ - Brasil

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Palmira Margarida

E-mail: palmira@perfumariaancestral.com.br

Telefone: +55 11 94998 2760